quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

UMA ANÁLISE DE JÓ 1.6 e JOÃO 3.13

Por: Pastor Elienai Cabral


E O Que A Bíblia Diz Sobre O Tribunal De Cristo

Faz algum tempo que recebi a seguinte pergunta: “Qual a diferença entre a expressão bíblica do livro de Jó 1.6 - '...e num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor...” - e João 3.13, que diz que 'ninguém subiu ao céu', se em Romanos hão de comparecer ao Tribunal de Cristo?”.

Ora, quando Jó 1.6 diz que “os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor”, refere-se aos seres espirituais, ou seja, anjos, os quais são responsáveis diante de Deus e prestam-lhe contas. Uma vez que em Jó 2.1 está escrito que “Satanás veio entre eles apresentar-se diante de Deus”, subtende-se que mesmo os anjos rebeldes estão debaixo da soberania divina.

Nem toda vez que encontramos essa expressão "filhos de Deus" na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, ela está se referindo a anjos. Por isso, pelas regras mais simples da hermenêutica, devemos sempre recorrer ao contexto daquela expressão. Algumas vezes, a expressão refere-se aos filhos de Israel que representavam o povo de Deus na terra. Já em Gênesis 6, a expressão “filhos de Deus” refere-se a uma geração especial da linhagem de Sete, uma geração que temia e servia a Deus. O que favorece essa ideia é a doutrina bíblica acerca dos anjos que, no seu ensino geral, rejeita qualquer tipo de miscigenação de anjos com seres humanos. A Bíblia - aliás, o próprio Jesus - declara que os anjos não se casam nem se dão em casamento (Mt 22.30; Lc 20.36). Eles são criaturas puramente espirituais e, por isso, não foram dotadas de sexualidade. São seres assexuais, isto é, não geram outros seres. A Bíblia também diz que os crentes em Cristo são feitos “filhos de Deus” ao aceitarem o Evangelho e serem regeneradas pelo Espírito Santo (Jo 1.12; Rm 8.16;Gl 3.26; Fp 2.15). Ora, uma vez que a expressão “filhos de Deus” não se restringe apenas aos anjos e que o contexto histórico de Gênesis 6 fala de relações físicas, podemos entender que aqueles “filhos de Deus” são, na verdade, filhos dos homens, nascidos de mulher, que perderam a pureza primária e se degeneraram.

Quanto à relação entre os textos de Jó 1.6  e João 3.13: no primeiro texto, “os filhos de Deus” (anjos) comparecem diante de Deus e no segundo texto (Jo 3.13), Jesus declara que “ninguém subiu ao céu”. Em primeiro lugar, não há qualquer relação entre as expressões, porque Jesus estava falando ao povo, feito de carne e osso. Naturalmente, “carne e osso” jamais tiveram acesso às dimensões espirituais. Paulo declarou que “carne e osso” não herdam o Reino de Deus (1Co 15.50). Não há relação alguma entre os filhos de Deus de Jó 1.6 com os salvos em Cristo que comparecerão um dia no “Tribunal de Cristo” (2Co 5.10). Nesse Tribunal, somente os transformados do material para o espiritual estarão na presença de Cristo para receberem seus galardões pelas obras feitas através do corpo aqui na Terra. Outrossim, os filhos de Deus que comparecerem diante de Deus  no céu eram, sem dúvida, os anjos criados por Deus, os quais sempre tiveram acesso ao Trono de Deus. Entre esses filhos de Deus apareceu num dia Satanás, o anjo rebelde, o qual, inevitavelmente, está sob o poder soberano do Criador. Satanás, tanto quanto os demais anjos, são seres espirituais, por isso somente seres espirituais tem acesso ao céu.

Romanos 14.10 diz que “todos havemos de comparecer ante o Tribunal de Cristo”. O termo “todos” tem um caráter especial e particular porque se refere apenas aos salvos, arrebatados ou ressuscitados na Vinda de Cristo (1Co 15.51,52; 1Ts 4.13-18). Na Escatologia Bíblica, o Tribunal de Cristo e o Tribunal do “Grande Trono Branco” (Ap 20.11,12) são tribunais distintos no tempo e no espaço. O grande comparecimento dos salvos diante do Tribunal de Cristo acontecerá muito antes do último grande julgamento histórico, que é o Tribunal do Trono Branco, Trono do Juízo final, quando todas as criaturas que não passaram pelo Tribunal de Cristo hão de comparecer (Ap 20.12-14).

Outrossim, o texto de Romanos 14.10 tem no seu contexto a discussão sobre o comportamento social entre os cristãos, quando alguns tinham atitudes arrogantes, depreciativas e discriminatórias em relação aos outros irmãos da mesma fé. Paulo desfaz essa discussão e fortalece o fato de que todos, fracos e fortes, hão de comparecer ante o Tribunal de Cristo para que suas obras feitas através do corpo sejam julgadas. Nesse Tribunal, não há condenação, somente premiação pelas obras feitas.


Pastor Elienai Cabral
Fonte: cpadnews

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

JOVENS IMPACTADOS POR UM NOVO AVIVAMENTO VÃO AS RUAS CUMPRIR O IDE DE JESUS


Jovens cheios da graça de Deus tomam conta das ruas de Almino Afonso pregando as boas novas de salvação, movidos por um grande avivamento que está acontecendo nesta cidade, a mocidade da Assembleia de Deus em Almino Afonso liderada pelo diácono Junior Lima e Cidália Gomes vão as residências e fazem cultos relâmpagos, intitulado como férias para Jesus, em duas tardes de evangelismos três almas aceitam a Jesus como seu único e suficiente salvador. A equipe de evangelismo está sendo liderada pelos jovens Francisco Evangelico (pregador) e Felipe Holanda.


MARCOS 16.15 - E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ALMINO AFONSO EM CHAMA PENTECOSTAL !


O Poder Sobrenatural De Deus Marca O Primeiro Culto De Mocidade Do Ano De 2014 Na Assembleia De Deus Em Almino Afonso – RN!!!

        12 de janeiro de 2014, data que entrou para a história dos irmãos da Assembleia de Deus em Almino Afonso – RN, marcado pela reconciliação de alguns irmãos, o culto foi sem dúvidas o início de um novo mover do Espirito Santo. “tenho que admitir; esse culto ficou marcado na história dessa igreja”. Essas foram as palavras do presbítero Francisco Moreira, um dos crentes mais experientes desta cidade, além da participação do ministério de louvor Genesis, que é formado por parte dos jovens da mocidade local, esteve ministrando a palavra o pregador Francisco Evangélico, também prata da casa que trouxe uma mensagem avivalista onde Deus derramou uma unção sobrenatural. Mas a surpresa maior ainda foi após o culto, quando os jovens se reuniram na casa pastoral para comentar sobre o grande mover de Deus no primeiro culto de mocidade do ano, o que era pra ser apenas uma oração de agradecimento, terminou com três jovens batizados com o Espirito Santo e uma mocidade inteira chorando na presença de Deus. Que Deus continue abençoando a toda essa linda mocidade, bem como os seus líderes, irmãos Juninho e Dalécia, bem como ao amado pastor Manoel Nogueira.
Pregador Francisco Evangélico 




Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra. 
2 Crônicas 7:14

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Pastor Miranda Realiza Posse do novo obreiro de Redonda



O Pastor Francisco Cicero de Miranda, supervisor do campo eclesiástico de Mossoró e região empossou neste sábado dia 11-01 o novo obreiro da Assembleia de Deus de Redonda, o Pastor Woston Saraiva, que veio do campo de Assu, a qual foi dirigente de várias congregações. Cooperando com trabalho veio Pastor Francisco Miranda, acompanhado do Pastor José Alves(1º tesoureiro da AD em Mossoró), do evangelista Fábio Tavares (1º Secretário da AD em Mossoró), além de uma boa caravana das congregações Vertentes I, Frutilândia de (Assu), vários pastores prestigiaram o evento veio o Pastor Gildenor (Ipanguaçu), Milton Ribeiro (Ponta do Mel), Antonio Noronha (Barrinha), Laides Soares (Santana), Reginaldo (Pataxó), Augusto (Nova Descoberta). O Pastor Woston Saraiva assume Assembleia de Deus em Redonda, substituindo o Pastor Robson Rocha.











Festa de 50 ANOS AD em Coronel João Pessoa - RN


PROGRAMAÇÃO DE ENCERRAMENTO DAS COMEMORAÇÕES DOS 50 ANOS DA ASSEMBLEIA DE DEUS DE CORONEL JOÃO PESSOA - RN


   Dia 10 de Janeiro  * 19:00 hs. - Culto de Gratidão a Deus pelos                                    50 ANOS, no Templo Sede.

   Dia 11 de Janeiro   *  07:00 hs.- Blitz Evangelistica na Entrada da                                   cidade, encerrando com uma CARREATA.                                      ( Louvor com aplicação de Adesivos e                                               Planfletagem)
                              
                                 * 14:30 às 16:30 hs. - Louvor e Estudo Bíblico                                     no Templo Sede. 
                              
                                  * 16:30 hs. - Marcha dos 50 ANOS.
                                  Desfilando pelas principais ruas da cidade.
                                
                                 * 19:00 hs. - Cruzada Evangelística na Praça                                     de Eventos.


   Dia 12 de Janeiro  * 09:30 hs. - Louvor e Estudo Bíblico no                                           Templo Sede.:
                                  
                                * 15:00 hs. - 50 ANOS INFANTIL, na quadra                                     de Esportes.

                                 * 19:00 hs. - Cruzada Evangelistica na
                                 praça de Eventos.

Dia 13 de Janeiro     * Aniversário Natalício do Pr. Edinaldo 
                               Domingos - Culto de Gratidão no Templo Sede                                 às 19:00 horas.

Dia 14 de Janeiro      * Comemoração dos 50 ANOS na Congre-
                                gação VilaTraquina:
                             
                                -16:00 hs. Batismo e lançamento da Pedra 
                                Fundamental da Casa Pastoral da Congregação                                 da VilaTraquina.

                                -19:00 hs. Culto Festivo e Posse do Missionário                                  Francisco e família, na Área 4 do Campo                                          Eclesiástico de São Miguel - RN. 


IEADERN inaugura novo templo sede em Portalegre-RN



REUNIÃO DE OBREIROS
O anfitrião, Pr. Enoque Oliveira acolheu, ontem (9), dezenas de obreiros (e esposas) na Assembleia de Deus em Portalegre, participantes da Reunião de Obreiros do Campo Eclesiástico de Mossoró, supervisionado pelo Pr. Francisco Cícero Miranda.

Ladeado pela diretoria da IEADEM, o Pr. Miranda deu as boas-vindas ao digníssimo Pr. Martim Alves da Silva, Pastor Presidente da IEADERN e CEMADERN, que veio acompanhado pelos pastores Edmar Rosa (1º Vice-Presidente da IEADERN) e Reynaldo Odilio (Co-Pastor do Templo Sede da IEADERN).
Os pastores supervisores: Pr. Francisco Coriolano (Patú), Pr. Alfredo Luiz (Assú), Pr. Lufran Medeiros (São Miguel) e Pr. Josino Maciel (Touros); e o pastor Antonio Marrocos, participaram da reunião.
Com a nave do novo templo apinhada de obreiros, e esposas, desfrutamos de momentos de devoção na presença de Deus, louvando ao Senhor com genuínos cânticos de adoração, e experimentando assim da sobeja presença do Espírito Santo.
O primeiro mensageiro foi o experiente Pr. Josino Maciel, Supervisor do Campo de Touros-RN. Ele narrou sobre o princípio do trabalho do Senhor em Portalegre, quando foi nomeado no dia 8 de setembro de 1973, pelo saudoso Pr. João Batista, como o primeiro pastor daquela igreja, há 40 anos. Contou das dificuldades da época, todavia destacando o cuidado do Senhor Jesus Cristo com aquele que se dispõe a realizar sua obra pela fé.
Após a narrativa, o Pastor Presidente da IEADERN – Pr. Martim Alves – assumiu o púlpito, transmitindo uma substanciosa mensagem (nitidamente cheio do Espírito Santo), externando sua alegria e satisfação pela presença do Todo-Poderoso na IEADERN, ampliando e fazendo prosperar as igrejas da Capital e do interior. Afirmou sobre como Deus tem abençoando plenamente sua igreja, material e espiritualmente, com recurso para construções e inaugurações de templos, milhares de conversões em 2013, milhares de novos crentes batizados em águas, e centenas com o Espírito Santo. E por fim, exaltou ao Senhor pela unidade da IEADERN, através de seus ministros, obreiros e membresia. Lamentou que alguns poucos, deixando-se engodar pelas ciladas do inimigo naufragaram na fé.
Devolvendo ao Pr. Miranda a continuidade do trabalho, logo os obreiros se colocaram de pé, e a pedido do Pr. Miranda, o pastor Francisco Coriolano “levantou” um clamor pelo Pastor Martim Alves e sua família, com imposição de mãos dos obreiros sobre o homem de Deus, que carrega a gigantesca responsabilidade de pastorear a Igreja do Senhor no estado do Rio Grande do Norte.

INAUGURAÇÃO DO NOVO TEMPLO SEDE
Uma multidão se reuniu em frente ao novo templo sede da Assembleia de Deus em Portalegre, prestigiando a histórica cerimônia inaugural da nova “Casa do Senhor”.
O cerimonial foi presidido pelos pastores Francisco Cícero Miranda (Supervisor do Campo de Mossoró e 1º Vice-Presidente da CEMADERN), Pr. Martim Alves da Silva (Presidente da IEADERN e CEMADERN) e Pr. Edmar Rosa (1º Vice-Presidente da IEADERN); ladeados pelos Pastores Supervisores Josino Maciel (Touros), Alfredo Luiz (Assú), Israel Caldas (Pau dos Ferros), Lufran Medeiros (São Miguel) e Flávio Epifânio (Nova Cruz), Reynaldo Odilio (Co-pastor do templo Sede da IEADERN) e demais pastores. Autoridades políticas, do estado e do município, estiveram representadas pelo Deputado Estadual Antônio Jácome, e pelo Chefe do Executivo, prefeito Manoel de Freitas Neto.
A placa de registro da inauguração foi “apresentada” ao público pelo deputado Jácome e pelo prefeito “Neto”.
Em seguida, os pastores Enoque Oliveira (Pastor Local) e Diomedes Jácome (1º Vice-Presidente da IEADEM), cotaram a fita simbólica, “abrindo” as portas do novo templo à sociedade portalegrense.
Os pastores Martim Alves, Francisco Miranda, Edmar Rosa e Enoque Oliveira, adentraram no novo templo louvando ao Senhor, seguidos por dezenas de pastores e centenas de fiéis, que jubilosos glorificavam a Deus.
O pastor Edmar Rosa ergueu sua voz em oração, enquanto os pastores de joelhos, e a igreja com mãos levantadas, consagravam o novo santuário ao Senhor Jesus Cristo, como Casa de Oração.
Os louvores foram entoados pelo Grande Conjunto (Senhoras e Mocidade), pela banda Atos (Pau dos Ferros) e pelo pastor Jailson Fonseca (Itaú).
As autoridades políticas, Prefeito Manoel de Freitas e Deputado Antonio Jácome, externaram suas alegrias pela conquista da IEADERN em Portalegre, sua expansão histórica e importância social.
A ministração da Palavra de Deus foi responsabilizada ao Pr. Josino Maciel, obreiro de grande envergadura espiritual; e pioneiro da obra evangelística em Portalegre.
O pastor Alfredo Luiz de Melo, pai do Pr. Enoque, também se expressou revelando as dificuldades enfrentadas pelo filho na construção do novo templo, destacando sua coragem e perseverança.
O pastor local, Enoque Oliveira, responsável pela conquista do novo templo sede da IEADERN em Portalegre, com emoção agradeceu a Deus, a sua família (sua esposa, irmã Vera, e filhas Ruamma e Rebeca), aos irmãos portalegrenses, aos pastores Martim Alves e Francisco Miranda, e a todos quanto colaboraram pela realização do belíssimo templo.
O novo templo, compreende uma área construída de 315m², distribuídos em uma fachada com 11 metros de largura, porém com a nave do templo medindo 9 por 29 metros de extensão; além de 4 banheiros, secretaria, tesouraria e uma sala de reunião.
Conduzida pelo Pr. Francisco Miranda, a cerimonia foi encerrada pelo Pastor Presidente – Pr. Martim Alves da Silva.


domingo, 12 de janeiro de 2014

LIÇÃO 2 ; UM LIBERTADOR PARA ISRAEL

UM LIBERTADOR PARA ISRAEL
Texto Áureo Ex. 3.14 – Leitura Bíblica Ex. 3.1-9

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje estudaremos a respeito do preparo, chamado e envio de Moisés, o libertador escolhido por Deus para retirar os israelitas do Egito. Inicialmente mostraremos como Moisés foi preparado para exercer suas funções diante do Faraó. Em seguida, refletiremos a respeito do seu chamado, quando viu a sarça ardente e ouviu a voz de Deus. Ao final, aprenderemos sobre seu envio para libertar o povo de Israel do cativeiro. Ao mesmo tempo refletiremos a respeito do chamado de Deus para todos aqueles que exercem o ministério cristão.

1. PREPARO DO LIBERTADOR
A vida de Moisés pode ser dividida em três partes, cada uma delas com um total de 40 anos. Na primeira etapa da sua vida, ele trabalhou para o governo egípcio, talvez para se tornar um Faraó (At. 7.23). Moisés teve acesso aos centros de excelência no que tange à educação no Egito. Estevão, em seu sermão diante dos judeus, declara que Moisés fora educado em toda a ciência dos egípcios, sendo poderosos não apenas em palavras, mas também em obras (At. 7.22). É digno de destaque que a educação no Egito era extremamente desenvolvida para a sua época. Naquele tempo, graças ao conhecimento astronomia, eles desenvolveram um calendário bastante preciso. A engenharia egípcia contribuiu para a construção de maravilhas ainda admiradas atualmente, tais como as pirâmides. A medicina também era bastante desenvolvida, a arte de embalsamar os mortos é reconhecida ainda hoje. Como Moisés, os crentes devem buscar preparo educacional, o estudo acadêmico pode ser usado por Deus para a atuação no ministério. Os conhecimentos de Moisés não foram desprezados pelo Senhor. Nada há de errado em estudar, buscar uma formação acadêmica, contanto que tal conhecimento permaneça cativo de Cristo (II Co. 10.4,5). Os jovens crentes precisam se dedicar aos estudos, devem entrar na faculdade, mas precisam investir na vida espiritual, para não se deixarem dominar pela filosofia ateísta, predominante nesse contexto.  Não podemos, como fez Moisés, pensar que poderemos resolver os problemas da sociedade através de atos de violência (Ex. 2.11-14). Ele quis fazer justiça com as próprias mãos, não devemos esquecer que violência resulta em violência. Jesus ensinou o princípio da não violência, a amar até mesmo os inimigos (Mt. 5.44; 26.51-53). Como Moisés, precisamos reconhecer nossa identidade, somos cristãos, e como tais devemos viver (Ex. 2.19; Mt. 5.38-42). A transformação social, no contexto em que estamos inseridos, deve acontecer não pela luta armada, mas através do voto responsável.

2. CHAMADO DO LIBERTADOR
O chamado de Moisés para libertar os israelitas aconteceu após um período de isolamento na terra de Midiã. Ele fugiu para aquele local após ser perseguido por ter matado um soldado egípcio, na tentativa de salvar a vida de um hebreu que estava sendo espancado. Naquela localidade Moisés ajudou as filhas de Reuel, também conhecido como Jetro, o sacerdote de Midiã (Ex. 2.18), recebendo dele a hospitalidade, vindo a se casar com Zipora, uma das suas filhas. Aquele homem que outrora discutia na academia egípcia, poderoso em palavras e obras, se encontrava agora no deserto, apascentando ovelhas. Naquela ocasião Moisés estava dando continuidade a sua preparação. Deus permite, às vezes, que Seus servos fiquem isolados, para que possam aprender a ter comunhão com Ele. Em meio à solitude do deserto, Moisés viu algo que lhe chamou a atenção, uma sarça ardente que não se consumia (Ex. 3.1-4). Deus falou com Moisés, revelando-se a ele como o Deus de Abraão, que se identificava com o sofrimento do Seu povo (Ex. 3.5-10). Essa revelação antecipava a vinda de Cristo a terra, quando o Verbo se fez carne, e habitou em nosso meio (Jo. 1.1,14). Ele se identificou com os nossos sofrimentos, a cruz do calvário é a demonstração maior de que Deus se interessa pelos seres humanos (Mt. 27.34). Mesmo sendo Deus, se tornou servo, esvaziando-se da Sua glória (Fp. 2.7), nEle encontramos o ápice da revelação divina (Hb. 1.1,2). Retornando ao chamado de Moisés, é importante ressaltar que este, ao ouvir a voz de Deus, relutou em aceitar sua missão. Dentre as justificativas que apresentou, a primeira delas foi a de não se achar capacitado para a obra a ser realizada (Ex. 3.11,12), e a de não saber o nome de Deus (Ex. 3.13-22). Ninguém deve se achar capacitado para a obra de Deus, por outro lado, não devemos desprezar as oportunidades para o crescimento, tanto intelectual quanto espiritual. Evidentemente Deus não se impressiona com nossos diplomas, o conhecimento adquirido é útil para a obra, mas sem Jesus, nada podemos fazer (Jo. 15.5). O exercício do ministério é sempre desafiador, principalmente nos dias atuais, marcados pela mercantilização e profissionalização do pastorado. Mesmo assim, Paulo destaca que aqueles que desejam o ministério pastoral, excelente obra almeja, ainda que essa não seja uma garantia de prosperidade material, como defendem os adeptos da teologia da ganância (I Tm. 3.1).

3. ENVIO DO LIBERTADOR
Moisés não quis assumir seu chamado porque estava consciente das dificuldades com as quais se depararia. Ele imaginava que os anciãos não acreditariam na sua mensagem, os hebreus mais antigos reconheceriam suas credenciais? Essa era uma das preocupações de Moisés (Ex. 4.1-9), a outra, a falta de oratória (Ex. 4.10-12). A fim de fugir da responsabilidade, Moisés preferiu transferi-la para outrem (Ex. 4.13-17). Mas Deus não considerou seus argumentos, Aquele que se revelara como o Eu Sou, ou seja, Aquele que tem existência própria, comissionou Moisés a desempenhar a tarefa de libertação do povo de Israel. Quando o Eu Sou se compromete a ser conosco, nada temos a temer, seremos bem-sucedidos, se agirmos em conformidade com Sua vontade. Muitos se frustram no ministério porque têm uma visão deturpada do seu real significado. Há aqueles que pensam que ser pastor é apenas uma questão de status. Na verdade, em algumas agremiações, isso tem a ver com capital eclesiástico, principalmente durante as eleições convencionais. Mas o chamado de Deus é para apascentamos Seu rebanho por amor (Jo. 1.15-17) , que Ele mesmo comprou com o Seu sangue, e do qual prestaremos contas na eternidade (At. 20.22-28). Diante do chamado de Deus, devemos reconhecer o valor até mesmo do sacrifício, com vistas à expansão do reino. O amor de Deus pelo Seu povo deve ser a motivação de todo aquele chamado para o exercício do ministério (Jr. 33.9; Os. 11.1). Se nos fundamentarmos nas promessas de Deus, poderemos seguir adiante, cientes de que Ele estará conosco, em todos os momentos (Ex. 4.19-23; Mt. 28.20). O Senhor também providenciou uma companhia para Moisés, seu irmão Arão, para que ele não se sentisse sozinho na missão (Ex. 4.27,28). De igual modo, Deus nos dá companheiros fieis na obra de Deus, para partilhar conosco as realizações e agruras do ministério. Todo obreiro do Senhor deveria ter um mentor espiritual, alguém de confiança com quem compartilhar suas alegrias e tristezas (Ex. 4.18; 18.13-17).

CONCLUSÃO
Com a benção de Deus, Moisés, aquele que fora preparado para ser o rei do Egito, assumiu sua condição de libertador. Com autoridade de Deus, se apresentou diante de Faraó, firmado nAquele que é fiel para cumprir suas promessas (II Co. 1.19,20). Cada um de nós também temos uma missão a cumprir, a de levar o evangelho libertador de Jesus Cristo até aos confins da terra. Para tanto, devemos estar preparados, dependendo do poder do Espírito (At. 1.8), e na autoridade da Palavra de Deus (Mt. 28.19), confiantes de que o Senhor estará conosco, sempre.

BIBLIOGRAFIA
MACKINTOSH, C. H. Estudos sobre o livro de Êxodo. Diadema: DLC, 2012.
WEIRSBE, W. W. Exodus: be delivered. Colorado Springs: David Cook, 2010.